Nações Unidas em Angola

Com a proclamação da Independência Nacional, a 11 de Novembro de 1975, e com a constituição do primeiro governo da então República Popular de Angola, o país foi reconhecido e admitido, no dia 12 de Fevereiro de 1976, como quadragésimo sexto membro da actual União Africana e, em Dezembro do mesmo ano, na Organização das Nações Unidas. Nesse período, além da importante vitória diplomática, cerca de 80 países (primeiro o Brasil) reconheceram o governo do país, 40 dos quais africanos.

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O Sistema das Nações Unidas trabalha como uma equipa, a fim de desenvolver a melhor estratégia de resposta às necessidades e planos nacionais. Embora cada agência tenha programas e projetos próprios, relacionados aos seus respectivos mandatos, a Equipa das Nações Unidas (UNCT – United Nations Country Team) tem como objetivo assegurar que esses programas desenvolvam esforços mútuos e ofereçam assistência coordenada e eficiente ao país.

A Equipa no país é presidida pelo Coordenador Residente das Nações Unidas. Esta equipa reúne-se mensalmente a fim de partilhar informação, traçar estratégias e coordenar o trabalho da organização em Angola. O grupo é composto por representantes das agências operacionais residentes e por outras agências não residentes das Nações Unidas com equipa activa no país.

Realizações

As Agências do Sistema das Nações Unidas comprometeram cerca de 261 milhões de dólares americanos, como recursos catalisadores, para a implementação do Quadro de Parceria. Os recursos adicionais que poderão ser necessários para atingir os resultados preconizados, serão mobilizados pelo Sistema das Nações Unidas, com o apoio e contribuições do governo, durante a implementação deste quadro de parceria.

  1. Transformação económica e social. Resultado 1: Até 2022, população em Angola, particularmente os mais vulneráveis, com maior acesso a serviços sociais e produtivos integrados de qualidade e a uma economia diversificada geradora de emprego digno e rendimento, visando a redução da pobreza.
  2.  Adolescentes, jovens e empoderamento da mulher. Até 2022, os adolescentes, jovens, mulheres e mais vulneráveis são priorizados nas políticas e programas sociais, económicos, culturais e ambientais, incluindo em contextos humanitários.
  3. Meio ambiente e resiliência da população vulnerável. Até o 2022, a população vulnerável é resiliente a alterações climáticas e a riscos de desastres com uma produção sustentável e inclusiva; com planeamento e gestão do território, das cidades, dos recursos naturais e do ambiente.
  4. Democracia e Estabilidade. Até 2022, cidadãos participam e monitorizam a governação, todas as pessoas têm acesso à justiça e Direitos Humanos observados, num ambiente de paz e segurança regional.

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em Angola

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são um apelo global à acção para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade. Estes são os objetivos para os quais as Nações Unidas estão a contribuir a fim de que possamos atingir a Agenda 2030 em Angola, onde as várias agências, através das suas respectivas naturezas apoiam projectos catalizadores dos ODS.